Tem novidade de peso no mercado e ela vem com um fit tão óbvio que chega a ser brilhante. A Tigre acaba de ser anunciada como a décima terceira patrocinadora do Comitê Olímpico do Brasil, o COB, em um contrato que vai até o fim de 2028.
Mas antes de você achar que é apenas mais uma marca estampando logo em uniforme para aparecer nas Olimpíadas de Los Angeles, vale a pena olhar os detalhes dessa negociação que foi destaque no portal Meio e Mensagem.
A gigante de tubos e conexões não entrou nessa apenas pela visibilidade genérica; a estratégia é cirúrgica: o apoio será focado em atletas e modalidades ligadas à água. Isso conecta diretamente o core business da empresa com o propósito da marca de cuidar da água para transformar vidas. Além disso, o acordo cobre eventos chave como os Jogos Sul-Americanos na Argentina, em setembro deste ano, e o Pan de Lima, no Peru, em 2027.
Para quem acompanha os bastidores, os nomes por trás dessa assinatura dão o tom da relevância do acordo. Klecios Souza, diretor-executivo de negócios da Tigre no Brasil, reforçou que a parceria une duas instituições brasileiras com alcance global e valores sólidos. Do lado do COB, a diretora de comunicação e marketing, Manoela Penna, destacou a identidade nacional e a busca por excelência como pontos de conexão. E não é a primeira vez que a Tigre se aventura no esporte; a marca já tem histórico no vôlei com o time de Joinville, na Copa América e até no Brasileirão. Mas agora, o jogo é outro.
Ao focar no ciclo olímpico mirando 2028, a empresa amarra sua presença internacional — já que possui operações na Argentina, Peru e outros países da região — com eventos que acontecem exatamente nesses mercados. É o marketing esportivo deixando de ser apenas uma vitrine de exposição para virar uma ferramenta de consolidação de território e expansão regional.
Aqui fica a reflexão para quem lidera estratégias de marca: o movimento da Tigre é estratégico. Escolher apoiar modalidades aquáticas não é apenas um trocadilho criativo com o produto que vendem; é a apropriação de um território que pertence legitimamente à marca. Quando você vê uma empresa de construção civil falando de água através do esporte, a mensagem desce redonda, sem ruído.
A provocação que fica é se a sua marca está patrocinando eventos apenas para ser vista ou se está construindo uma narrativa que faz sentido para o negócio. Em um mercado saturado de logos, ganha quem consegue transformar patrocínio em contexto. A Tigre não comprou apenas um espaço na camisa do Time Brasil; ela comprou uma história que só ela poderia contar. E é exatamente assim que se constrói legado.