Nove em cada dez consumidores brasileiros exigem entregas ultrarrápidas e frete grátis para fechar uma compra na internet. Para dominar essa demanda e atropelar a concorrência, a Amazon acaba de lançar o Amazon Now no Brasil. A gigante crava a promessa de entregar produtos na porta do cliente em surreais 15 minutos.
A empresa mirou direto no ativo mais valioso e escasso do público brasileiro, segundo uma pesquisa encomendada pela Amazon à HarrisX, chamada “O Luxo de Ganhar Tempo”, revela que mais de 55% da população brasileira se sente pressionada pela rotina. E quando perguntados sobre o que fariam com uma hora extra no dia, 57% dos entrevistados foram diretos: relaxar, dormir mais ou estar com as pessoas amadas.

O que é o Amazon Now?
O serviço opera como um supermercado de urgência embutido no próprio aplicativo ou site da Amazon. O usuário acessa um atalho dedicado, enche um carrinho digital paralelo às compras tradicionais e finaliza o pedido. Hortifrúti frescos, itens de despensa e produtos de higiene chegam à porta de casa em um quarto de hora.
A Amazon isolou essa jornada de compra para garantir a velocidade extrema e evitar qualquer confusão com os pacotes de longo prazo. O cliente paga via PIX ou cartão de crédito e acompanha a rota do entregador por um mapa interativo. O sistema integra um chat seguro que oculta os dados pessoais e o telefone do consumidor.
A logística por trás dos 15 minutos
Entregar compras de supermercado antes da água do café ferver exige uma operação de guerra. A Amazon firmou uma parceria agressiva com o Rappi e estruturou 38 microcentros de distribuição urbanos. Essa rede atende inicialmente oito capitais/grandes cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte).
Essa teia logística mantém os produtos essenciais em um raio médio de apenas dois quilômetros da casa do comprador. Assinantes do Amazon Prime não pagam frete para usar o serviço, os demais clientes desembolsam uma taxa fixa e acessível de R$ 5,49.
A varejista sustenta essa máquina veloz com os mais de R$ 55 bilhões injetados na sua infraestrutura logística no Brasil desde 2012. Isso representa um investimento insano de R$ 15 milhões por dia, focado exclusivamente em dominar a última milha no país.