Meta Processa Anunciantes Brasileiros Por Fraudes E Deepfakes Nas Plataformas

A Meta revela ações contra fraudes: desmantelamento de táticas enganosas, combate ao uso de imagens de celebridades e processos contra anunciantes no Brasil e outros países no Facebook e Instagram.

Androide futurista da Meta interagindo com telas holográficas sobre o combate a fraudes em anúncios e o uso não autorizado de imagens de celebridades no Facebook e Instagram. O texto menciona o desmantelamento de operações e processos contra anunciantes no Brasil e em outros países.

A Meta anunciou nesta quinta-feira, 26, uma série de ações legais para combater fraudes em suas plataformas, incluindo a abertura de múltiplos processos contra anunciantes sediados no Brasil, na China e no Vietnã. De acordo com o comunicado da companhia, as medidas visam desmantelar operações que utilizariam táticas enganosas, como o uso não autorizado da imagem de celebridades e técnicas para burlar os sistemas de moderação do Facebook e do Instagram.

No mercado brasileiro, a ofensiva jurídica foca em esquemas conhecidos como “celeb-bait” (isca de celebridades). Na peça judicial, a Meta cita Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez como alvos de uma ação por suposta manipulação de imagens e vozes de figuras públicas para a promoção de produtos de saúde.

A companhia também protocolou uma ação contra a B&B Suplementos e Cosméticos Ltda. (Brites Corp) e seus sócios. No processo, o grupo é acusado de operar um esquema de deepfakes que utilizaria a imagem de um médico renomado para anunciar mercadorias sem aprovação regulatória, além da suposta venda de cursos que ensinariam táticas para evadir os sistemas de fiscalização da plataforma.

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Como operam os esquemas internacionais?

As frentes de combate da Meta também se estendem à Ásia. Na China, a empresa Shenzhen Yunzheng Technology foi processada por direcionar anúncios falsos com celebridades a usuários dos EUA e do Japão, atraindo-os para grupos de investimento fraudulentos.

Já no Vietnã, a ação tem como alvo Lý Văn Lâm, acusado de empregar uma técnica maliciosa chamada “cloaking” (camuflagem). Esse método exibe um conteúdo inofensivo para o sistema de revisão de anúncios da Meta, mas redireciona os usuários reais para sites nocivos.

O anunciante vietnamita utilizava o cloaking para oferecer falsos descontos em produtos da marca de luxo Longchamp. As vítimas eram induzidas a fornecer dados do cartão de crédito, resultando em cobranças recorrentes não autorizadas e no não recebimento das mercadorias.

A Maison Longchamp, que colaborou com as investigações da plataforma, comentou o caso de forma oficial:

A Longchamp adota uma política de tolerância zero e investe recursos consideráveis ​​no combate a atividades ilícitas — como falsificação ou fraude usando nossa marca — tanto online quanto offline . Para que essa luta seja eficaz , precisamos da cooperação ativa de todas as partes interessadas , incluindo os intermediários. Ficamos satisfeitos que a Meta esteja tomando medidas e demonstrando essa cooperação.

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Notificações a parceiros e avanços com IA

Além de focar nos criadores dos golpes, a Meta mirou nos facilitadores. A empresa enviou notificações extrajudiciais (cease and desist) para oito ex-parceiros de negócios de marketing que ofereciam serviços clandestinos. Esses consultores prometiam reverter banimentos de contas de forma ilegal e alugavam acessos a perfis de confiança para que outros clientes driblassem a fiscalização da rede.

Para estancar o problema na raiz, a companhia afirmou que está revisando todo o seu ecossistema de parceiros e aprimorando rigorosamente os métodos de verificação empresarial.

Como próximo passo em sua estratégia de segurança, a Meta confirmou que continuará expandindo seus investimentos em Inteligência Artificial para detectar o cloaking de forma automatizada e proativa. O programa de proteção contra “celeb-bait”, que já blinda as imagens de mais de 500 mil figuras públicas globalmente, também seguirá recebendo atualizações para rejeitar anúncios nocivos antes que cheguem aos consumidores.

Lucas Macedo é formado em Marketing, com pós-graduação em Marketing e Mídias Sociais pela UNINTER. Atua há mais de 5 anos com marketing B2B como Analista Pleno, com foco em SEO e Inbound Marketing.